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Sul do Líbano: bombeiros acusam Israel de provocar incêndios que destroem florestas e plantações

Bombeiros, moradores e ONGs do sul do Líbano acusam o exército israelense de provocar incêndios com flares, drones e munições, queimando matas, olivais e terras agrícolas e afetando até 30–40% das áreas próximas à linha de frente.

Sul do Líbano: bombeiros acusam Israel de provocar incêndios que destroem florestas e plantações
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Bombeiros e moradores do sul do Líbano acusam o exército israelense de provocar incêndios em áreas florestais e agrícolas, com consequências diretas para ecossistemas e meios de subsistência locais. Autoridades locais afirmam que, nas zonas próximas à linha de frente, cerca de 30–40% das terras foram afetadas por chamas.

O que os socorristas relatam

Segundo chefes da defesa civil na região de Nabatieh, equipes de emergência dizem que o uso de flares, munições incendiárias e drones tem provocado incêndios em florestas e matagais desde o fim do cessar‑fogo de 17 de junho. Em um episódio fora de Khiam, a queda de flares iniciou um incêndio e um ataque de drone próximo obrigou bombeiros a se retirarem enquanto tentavam apagar as chamas.

Relatos de outros pontos do sul do país descrevem padrões semelhantes: munições lançadas por drones teriam começado incêndios em Kfarchouba e numa área entre Jezzine e o vale ocidental da Beqa. Chefes de estações locais dizem que, após combater incêndios durante a noite, novas descargas iniciaram novos focos no dia seguinte.

Quem é afetado e que danos são relatados

Grupos ambientais e socorristas descrevem perda de matas dominadas por pinheiros e carvalhos, além de olivais e terras agrícolas. Organizações locais apontam que esses espaços são importantes para biodiversidade e servem como rota de descanso para aves migratórias.

Moradores de vilarejos fronteiriços relatam destruição de olivais centenários que também eram fonte de renda. No caso do vilarejo de Yaroun, autoridades locais disseram que olivais e pomares foram incendiados e que muitas casas já haviam sido niveladas por máquinas antes dos incêndios.

Contexto, antecedentes e posicionamentos

Os relatos se inserem em um padrão denunciado desde o início dos combates, em 8 de outubro de 2023, e intensificado nas semanas após o cessar‑fogo de 17 de junho. Fontes citam incidentes anteriores, como uso de maquinaria para lançar detritos em chamas no verão de 2024 e imagens divulgadas pela autoridade militar libanesa de drones que carregavam materiais inflamáveis. Em fevereiro, especialistas também alertaram para a queda de herbicidas ligados a riscos de saúde em áreas agrícolas.

O exército israelense respondeu afirmando que suas operações são conduzidas tomando medidas para reduzir danos a civis e ao meio ambiente. As equipes de combate a incêndio no Líbano precisam coordenar deslocamentos com o exército libanês, que por sua vez consulta um grupo de "desconflito" que inclui representantes israelenses; bombeiros dizem que autorização foi dada para atuar em apenas dois pontos enquanto outros focos permaneciam ativos.

Impacto prático e próximos passos

Autoridades locais e organizações ambientais alertam para efeitos a longo prazo sobre a capacidade dos ecossistemas de se regenerarem e sobre a subsistência das comunidades rurais afetadas. No plano operacional, socorristas dependem da autorização do mecanismo de desconflito para combater as chamas em áreas próximas à linha de frente.

As informações publicadas foram reunidas a partir de relatos de bombeiros, moradores e ONGs ambientais; o exército israelense divulgou a posição de que procura mitigar danos, mas os governos e organizações ainda não apresentaram uma solução pública para impedir novos incêndios.

Fonte consultada: The Guardian - World

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