Agora
Mundo

Sete mortos e armazém de ajuda da Ard El Insan destruído em ataques a Gaza

Ataques israelenses em Gaza mataram ao menos sete pessoas e destruíram um armazém com suprimentos nutricionais para crianças, gestantes e lactantes, segundo organizações humanitárias e autoridades de saúde, que alertam para risco de colapso dos serviços.

Sete mortos e armazém de ajuda da Ard El Insan destruído em ataques a Gaza
Imagem de capa: Christian Ferrer — CC BY-SA 3.0, via Wikimedia Commons.
Compartilhar:

Ao menos sete palestinos foram mortos em novos ataques em Gaza, e um bombardeio destruiu um armazém que guardava suprimentos nutricionais destinados a crianças, gestantes e lactantes, informaram organizações humanitárias e autoridades de saúde.

Mortes em Beit Lahiya e em Khan Younis

Fontes médicas locais disseram que três pessoas morreram em um ataque a uma casa em Beit Lahiya, nas proximidades do hospital Kamal Adwan, segundo um profissional do hospital al-Shifa citado pela cobertura local.

Ainda segundo relatos locais, um ataque por drone atingiu uma reunião de civis na área de al‑Mawasi, em Khan Younis, matando um homem e ferindo outras três pessoas; a informação foi transmitida por uma correspondente da Al Jazeera em árabe.

Além desses incidentes, três palestinos morreram depois de sucumbirem a ferimentos sofridos em ataques anteriores na mesma região — dois deles feridos em um ataque na segunda‑feira e o terceiro ferido cerca de duas semanas antes, conforme reportado pela Al Jazeera.

Armazém da Ard El Insan com suprimentos nutricionais foi destruído

A organização Medical Aid for Palestinians (MAP) informou que um ataque militar destruiu um armazém pertencente à ONG local Ard El Insan (AEI), onde eram guardadas rações e insumos nutricionais para crianças, gestantes e lactantes.

Segundo a MAP, "a força da explosão causou o colapso de grandes seções do prédio, incluindo o teto e as paredes, enterrando os suprimentos sob os escombros". A organização afirmou que todo o estoque foi danificado e ficou impróprio para consumo humano.

A AEI, que trabalhava em parceria com a MAP, apoiava cerca de 60 pontos médicos que atendem até 100 mulheres e crianças diariamente. Sahar Salem, coordenadora de projeto da AEI, disse que perder a totalidade desses estoques "é um golpe importante ao nosso trabalho" e que "crianças e mulheres ainda precisam urgentemente de apoio".

Sahar Salem também relatou perdas humanas entre a equipe: ela disse que dois colegas foram mortos e outro ficou ferido desde o início do conflito descrito por suas declarações como "a guerra genocida de Israel em Gaza".

Escassez de oxigênio e risco de colapso dos serviços de saúde

O diretor‑geral do Ministério da Saúde de Gaza, Dr. Munir al‑Bursh, advertiu sobre o risco de "colapso completo das necessidades básicas da vida". Em entrevista, al‑Bursh afirmou que apenas 12 estações de oxigênio permanecem operacionais de um total de cerca de 34.

Al‑Bursh alertou que "qualquer nova falha poderia cortar o fornecimento de oxigênio a pacientes" e disse: "Se esse fornecimento de oxigênio parar, essas pessoas vão morrer. Não queremos chegar ao ponto em que um médico seja forçado a escolher entre dois pacientes, decidindo quem recebe oxigênio e quem fica sem".

MAP e AEI ressaltaram também que instalações e trabalhadores humanitários, assim como suprimentos vitais, devem ser protegidos, destacando o impacto direto dessas perdas na capacidade de atendimento a mulheres e crianças em situação de vulnerabilidade.

Cessar‑fogo declarado, mas autoridades relatam violações; reações externas

Autoridades locais descreveram os ataques como violações de um cessar‑fogo que entrou em vigor em outubro, afirmando que o acordo existe em declarações formais, mas "está ausente na vida das pessoas no terreno", segundo o diretor‑geral do Ministério da Saúde.

As ações ocorreram apesar de um apelo público do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que Israel suspendesse os ataques. Em entrevista ao canal Fox News em 17 de agosto, Trump disse que Israel "should not be striking in Gaza" e afirmou que o Hamas havia concordado em depor armas sob os termos de um plano apoiado pelos EUA.

As informações nesta matéria baseiam‑se em relatos da Al Jazeera, em comunicados da Medical Aid for Palestinians e da Ard El Insan, e em declarações do Ministério da Saúde de Gaza. Não há, nas fontes consultadas, confirmação de outras consequências além das descritas.

Fontes consultadas: Al Jazeera - Latest News · Al Jazeera - Latest News

Avaliações e comentários

Entre na sua conta para comentar.

Ainda não há avaliações aprovadas.