O resultado das urnas em 4 de outubro altera a representação do Paraná no Senado: com Sérgio Moro eleito em primeiro turno para o governo do estado, a bancada paranaense ficará completamente renovada. Parte do efeito, porém, ainda está condicionada a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sobre a candidatura de Deltan Dallagnol, que pode levar à convocação de nova eleição para uma das vagas.
Como a eleição de Sérgio Moro renova a bancada do Paraná
Sérgio Moro (PL-PR) venceu a disputa ao governo em primeiro turno. Pela regra — quando um senador se elege para cargo no Executivo antes de cumprir o mandato — a cadeira é ocupada pelo primeiro suplente indicado na chapa. Segundo projeções citadas pela Agência Senado, o primeiro suplente de Moro é Luís Felipe Cunha (União), que assumiria a vaga no Senado.
Além da substituição provocada pela eleição de Moro ao Executivo, o Paraná terá dois senadores novos eleitos neste pleito, o que, somado à troca de suplência, resulta em bancada completamente renovada, conforme levantamento do portal do Senado.
Essas mudanças no Paraná refletem apenas parte da reorganização geral no Senado decorrente das eleições de 2026; outras substituições por governos estaduais e por suplentes também influenciam a composição nacional da Casa.
Recurso no TSE sobre Deltan Dallagnol e possível nova eleição
A candidatura de Deltan Dallagnol (Novo), eleito pelo Paraná, é objeto de recurso no TSE. Em 2023 o tribunal havia declarado sua inelegibilidade com base na Lei da Ficha Limpa, por ter renunciado ao cargo de procurador da República enquanto respondia a processo disciplinar, segundo os autos. O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) confirmou o registro, e a controvérsia foi levada ao TSE.
O relator do caso no TSE, ministro Floriano de Azevedo, chegou a indeferir monocraticamente o registro de Dallagnol. Em seguida, o presidente do tribunal, ministro Kassio Nunes Marques, suspendeu essa decisão até que o plenário analise o recurso. Mantida a inelegibilidade pelo plenário, o efeito prático apontado pela Agência Senado é a necessidade de promover nova eleição para a vaga correspondente no Paraná.
Até que o plenário do TSE julgue o recurso, a situação da vaga permanece em aberto; a convocação de nova eleição só depende de confirmação da inelegibilidade pelo tribunal, conforme as decisões já registradas nos autos.
Consequências para a composição partidária do Senado e prazos
O resultado eleitoral também reconfigura as bancadas partidárias do Senado. O PL elegeu 19 senadores neste pleito e, de acordo com projeções da Agência Senado, deverá contar com 28 integrantes no início da legislatura em fevereiro de 2027 — o maior número para um partido no início de uma legislatura desde 1988, se as previsões se confirmarem.
O cálculo que gera essa projeção leva em conta trocas previstas por senadores eleitos para governos estaduais: além de Moro, outro exemplo citado é Cleitinho (Republicanos-MG), cujo primeiro suplente é Alex Diniz (PL). Essas substituições, somadas a eventuais mudanças de partido ou à assunção de cargos no Executivo, podem alterar o panorama antes da posse em fevereiro de 2027.
Outros fatores que afetam as projeções incluem contestações judiciais de candidaturas (como a de Dallagnol) e trocas partidárias mencionadas nas análises publicadas pelo Senado e pela Câmara. A posse dos novos senadores em fevereiro de 2027 é o marco em que a configuração oficial das bancadas será consolidada, salvo decisões judiciais posteriores ou mudanças de filiação.
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