Na quarta-feira, cerca de 980 milhões de pessoas em partes do Hemisfério Norte terão a chance de observar um eclipse solar, um fenômeno que deve escurecer o céu e revelar a coroa do Sol, com efeitos práticos sobre geração de energia e recomendações claras de segurança para observação.
O que vai acontecer
O eclipse ocorre quando a Lua passa entre a Terra e o Sol durante o dia, projetando uma sombra que escurece temporariamente o céu. No ponto máximo, o disco lunar se alinha com o Sol e torna visível a coroa solar, a atmosfera externa que se expande em torno do astro.
À medida que a Lua se aproxima, é possível notar queda de temperatura, sombras em forma de meia‑lua, mudança no vento e comportamento atípico de animais. Antes da totalidade, pode aparecer o fenômeno conhecido como "Baily's beads": últimos raios de Sol passando por vales na superfície lunar, formando pontos de luz ao redor do disco.
Pesquisadores acompanharão o evento com instrumentos especiais para estudar a coroa solar e capturar imagens raras.
Onde e quando será visto
O eclipse terá totalidade em áreas específicas: Groenlândia, Islândia, norte da Rússia, norte da Espanha e nordeste de Portugal. Em grande parte da Europa Ocidental e em partes do Norte da África e da América do Norte será visível como um eclipse parcial.
O espetáculo começa às 15:34 GMT, com o escurecimento progressivo. Por volta das 17:46 GMT o eclipse atingirá a totalidade por cerca de dois minutos. A Islândia terá totalidade por volta das 17:48 GMT; observadores na Espanha poderão ver a totalidade por volta das 18:27 GMT.
Este é o primeiro eclipse solar visível para a maior parte da Europa continental desde 1999. Ainda em agosto haverá outro fenômeno: um eclipse lunar nos dias 27 a 28 de agosto. O próximo eclipse solar ocorrerá em 2 de fevereiro de 2027, sobre grande parte da África, da América do Sul e partes da Antártida.
Como observar com segurança e onde procurar
Como o evento acontece relativamente tarde no dia, recomenda‑se observar de pontos altos com vista desobstruída para o poente, como colinas voltadas para oeste, torres ou telhados (de forma segura).
Para imagens mais nítidas há transmissões ao vivo, incluindo uma oferta da NASA.
Segurança ocular
- Óculos solares comuns, mesmo polarizados, não são suficientes para proteção.
- É necessário usar óculos certificados ISO 12312-2; muitas unidades já estão esgotadas.
- Alternativas seguras para ver o fenômeno com crianças incluem câmeras de orifício (pinhole) e projetar as sombras com um escorredor de cozinha ou objetos com pequenos furos.
- Nunca olhe para o Sol através de câmeras, telescópios ou binóculos sem filtros especializados, pois a luz concentrada pode causar dano permanente à retina.
Impactos práticos e próximos passos
O eclipse reduzirá temporariamente a produção de energia solar. Na Alemanha, por exemplo, espera‑se que isso leve a um breve aumento nos preços da eletricidade. Pesquisadores aproveitarão os poucos minutos de totalidade para testar instrumentos e obter imagens que ajudem a entender melhor a região acima da superfície solar.
Para o público: planeje o local de observação com antecedência, verifique disponibilidade de óculos certificados ou instrumentos de visualização indireta e considere acompanhar transmissões oficiais se não for possível estar em um ponto alto com segurança.
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