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Missão privada de US$ 30 milhões para salvar telescópio Swift fracassa; observatório deve cair ainda este ano

A tentativa privada de elevar o Neil Gehrels Swift falhou depois que a nave de resgate LINK perdeu o controle de atitude e passou a girar.

Missão privada de US$ 30 milhões para salvar telescópio Swift fracassa; observatório deve cair ainda este ano
Imagem de capa: Pedagogiatop — CC BY-SA 4.0, via Wikimedia Commons.
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A NASA anunciou em 19 de agosto que a missão privada contratada para elevar o observatório Neil Gehrels Swift não atingiu seu objetivo: a nave de resgate LINK perdeu controle de atitude e começou a girar, tornando impraticável a manobra de elevação. Sem nova intervenção, a agência prevê que o Swift provavelmente reentrará na atmosfera ainda neste ano.

Falha da LINK: cronologia e causas imediatas

A missão Swift Boost foi contratada à startup Katalyst em 2025 por US$ 30 milhões. A nave de resgate, chamada LINK, foi lançada em 3 de julho com o plano de aproximar-se do telescópio e impulsioná‑lo para uma órbita mais alta. A previsão era que LINK realizasse o encontro aproximadamente um mês após o lançamento.

No fim de julho, problemas elétricos afetaram dois dispositivos responsáveis pelo controle de orientação da espaçonave. Esses problemas levaram LINK a perder o controle de atitude e a entrar em rotação, o que impediu a conclusão da manobra de elevação conforme o plano original.

Em comunicado, a NASA afirmou que, diante desses problemas, a missão não seguirá conforme previsto. O administrador Jared Isaacman declarou que “este não é o resultado pelo qual trabalhávamos”, mas reforçou que a tentativa ainda tem valor como experiência e fonte de dados para operações futuras.

Por que o Swift caiu de órbita: arrasto atmosférico e pressão do tempo

O Neil Gehrels Swift Observatory foi lançado em 2004 para detectar explosões de raios gama. Ao longo dos anos, a órbita do telescópio foi sendo reduzida pelo atrito com moléculas dispersas na alta atmosfera, que provocam arrasto e vão diminuindo sua altitude.

Nos últimos anos houve um aumento na atividade solar que fez a atmosfera externa expandir. Essa expansão elevou a densidade de moléculas encontradas pelo Swift, aumentando o arrasto e acelerando a perda de altitude — circunstância que criou uma janela curta para tentar a operação de resgate.

O prazo reduzido pressionou engenheiros da Katalyst a projetar e executar a missão em menos de um ano, aumentando o risco de falhas em componentes críticos.

Consequências imediatas, aproveitamento da tentativa e lições para o serviço orbital

Com a manobra de assistência comprometida, a previsão oficial da NASA é que, sem outra intervenção confirmada, o Swift deve reentrar na atmosfera ainda este ano. A agência não detalhou locais potenciais de reentrada nem impactos esperados e afirmou que continuará a monitorar ambas as espaçonaves para orientar decisões futuras.

Apesar de não alcançar os objetivos originais, a NASA e a Katalyst disseram que a missão não foi totalmente cancelada: LINK seguirá tentando operações de encontro e proximidade com o observatório para demonstrar capacidades chave e recolher dados operacionais.

Shawn Domagal‑Goldman, diretor da Divisão de Astrofísica da NASA, descreveu a iniciativa como um “missão de alto risco e alto retorno” desenvolvida em cronograma sem precedentes devido à atividade solar. A agência e a empresa afirmaram que vão avaliar os próximos passos para extrair o máximo de aprendizado da tentativa e aplicar essas lições em futuras missões de reabastecimento e manutenção orbital.

Em síntese, a operação confirmou limitações técnicas da tentativa rápida de salvamento e, ao mesmo tempo, produzirá dados que servirão para planejar melhor intervenções semelhantes no futuro.

Fonte consultada: Live Science

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