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Kasparov diz que EUA e Lituânia o avisaram sobre risco à vida após denúncia contra rede russa

Garry Kasparov afirma que foi alertado por serviços de segurança dos EUA e da Lituânia sobre risco à sua vida e que adotou precauções depois que o Departamento de Justiça divulgou uma denúncia contra uma rede ligada à inteligência russa acusada de planejar ata…

Kasparov diz que EUA e Lituânia o avisaram sobre risco à vida após denúncia contra rede russa
Imagem de capa: Scanning Dmitry Makeev, scan date - 2020 year. — Public domain, via Wikimedia Commons.
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Garry Kasparov afirmou que recebeu avisos de serviços de segurança dos Estados Unidos e da Lituânia de que sua vida estava em risco e disse ter tomado precauções depois que o Departamento de Justiça dos EUA tornou pública uma denúncia contra uma rede alegadamente ligada à inteligência russa e acusada de organizar ataques e assassinatos de dissidentes.

Denúncia do Departamento de Justiça identifica "RIS Network" e cinco acusados

O Departamento de Justiça dos EUA divulgou neste mês uma acusação envolvendo cinco pessoas que, segundo a procuradoria, trabalhavam para o Kremlin e teriam conspirado para planejar ataques e assassinatos de dissidentes e desertores em diversos países, inclusive nos Estados Unidos.

O órgão descreveu o grupo como a chamada "RIS Network" e afirmou que os acusados teriam tentado recrutar cidadãos americanos e estrangeiros para executar os crimes. Os cinco nomes citados na denúncia são Yuri Khrameev, Kirill Khrameev, Oemis Romagoza Durruthy, Yaidel Delgado Suarez e Angel Eduardo Castro; o Departamento de Justiça informa que todos permanecem foragidos.

John A. Eisenberg, assistente do Procurador-Geral para segurança nacional, disse que os acusados teriam operado "como parte de uma rede global de assassinatos" cujo alcance chegava aos Estados Unidos, segundo a reportagem que divulgou a denúncia.

Avisos a Kasparov: quem foi informado e quais medidas foram tomadas

Kasparov escreveu em seu Substack que não foi informado explicitamente de que ele e outra pessoa eram alvos, mas que recebeu recomendações para adotar precauções — ele disse que foi um dos dois dissidentes orientados a tomar medidas de segurança. No próprio texto, Kasparov citou como outro avisado o cofundador do Free Russia Forum, Ivan Tyutrin.

O jornal espanhol El Mundo, citado pela reportagem, afirmou ter obtido informações de que Kasparov e o opositor Ilya Ponomarev foram alertados por autoridades americanas durante o verão. Fontes citadas próximas a Kasparov disseram ao veículo que ele passou a receber proteção reforçada naquela época — a primeira desde sua mudança para os EUA.

Kasparov afirmou: "I will not stop and I will not hide, even if I thought it was possible to do so." Ele acrescentou que sua família e ele "não estarão realmente seguros enquanto [Vladimir] Putin estiver no poder na Rússia", frase que expressa a percepção contínua de risco desde seu exílio.

Reações oficiais, posições atribuídas e situação processual

O Kremlin, por meio do porta-voz Dmitry Peskov, disse que não comentaria as acusações até ver "qualquer evidência credível" ou "fatos tangíveis", de acordo com a reportagem que divulgou a denúncia.

Ilya Ponomarev, mencionado pela matéria como outro possível avisado, disse ao Moscow Times que não confirmaria nem negaria ter sido informado, mas qualificou as alegações como "um novo nível de escalada" por parte da Rússia.

Kasparov deixou a Rússia em 2013 e desde então atua como figura da oposição no exílio. Após a invasão em grande escala em 2022, Moscou o classificou como agente estrangeiro e, em 2024, incluiu seu nome em listas de terroristas e extremistas — categorizações que ele rejeita. A investigação do Departamento de Justiça e a situação dos acusados continuam em desenvolvimento.

Fonte consultada: BBC News - World

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