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Irã afirma poder reabrir estreito de Ormuz em sete dias se EUA reduzirem pressão militar

Um alto funcionário disse à Reuters que o Irã poderia reabrir o estreito de Ormuz em até sete dias caso os EUA aliviem a pressão militar e retirem o bloqueio a portos iranianos; a declaração não foi verificada de forma independente e os EUA ainda não comentara…

Irã afirma poder reabrir estreito de Ormuz em sete dias se EUA reduzirem pressão militar
Imagem de capa: Photographer: G.W. Latter, Bernard Street, Southampton — Public domain, via Wikimedia Commons.
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Um alto funcionário iraniano disse à agência Reuters que o Irã poderia reabrir o estreito de Ormuz dentro de sete dias se os Estados Unidos reduzirem a pressão militar e levantarem o bloqueio a portos iranianos. A afirmação, relatada pela Reuters e reproduzida pelo Guardian, não foi verificada de forma independente e os EUA não se pronunciaram até o momento.

Detalhes da declaração e limites da verificação

A fonte, identificada como um responsável iraniano, afirmou que a reabertura poderia ocorrer em sete dias, mas não explicou, segundo a reportagem, os procedimentos práticos para viabilizar essa reabertura.

A própria Reuters, assim como o texto do Guardian, ressaltou a ausência de detalhes operacionais e informou que não conseguiu confirmar de maneira independente a declaração. Os Estados Unidos não comentaram a reportagem.

Essas ressalvas permanecem centrais para interpretar a notícia: trata‑se de uma afirmação oficial iraniana reportada por agências, sujeita a confirmação externa antes que suas implicações concretas possam ser avaliadas.

Queda do tráfego no estreito, comportamentos de navios e reação do mercado

Dados de navegação citados pela reportagem indicam que o tráfego visível pelo estreito de Ormuz caiu para 17 embarcações no fim de semana, ante 37 uma semana antes. Antes do confronto, estimava‑se em cerca de 120 o número médio de navios que cruzavam a rota por dia.

O relato também registra que alguns petroleiros seguem operando com os transmissores desligados para evitar detecção, o que reduz a visibilidade do tráfego real nas bases de dados públicas.

Apesar da redução nas travessias visíveis, a reportagem nota que os preços do petróleo caíram pelo quarto pregão consecutivo, citando expectativas de que a diplomacia pudesse ser retomada.

Autoridade da delegação iraniana na ONU e condições previamente levantadas por Teerã

A cobertura informa que a delegação iraniana à Assembleia Geral da ONU teria autoridade plena para retomar negociações com representantes dos EUA. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou estar aberto a se reunir com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que viaja a Nova York para a reunião.

O texto também registra condições anteriormente mencionadas pelo Irã para a reabertura do estreito, entre as quais referências à guerra em "todas as frentes" — em alusão ao ataque de Israel ao Líbano — e a exigência de liberação de fundos congelados.

Reitera‑se: a possibilidade de reabrir o estreito foi relatada por um funcionário iraniano à Reuters, mas não foi verificada de forma independente e não há resposta oficial dos EUA até o momento.

Fonte consultada: The Guardian - World

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