Um alto funcionário iraniano disse à agência Reuters que o Irã poderia reabrir o estreito de Ormuz dentro de sete dias se os Estados Unidos reduzirem a pressão militar e levantarem o bloqueio a portos iranianos. A afirmação, relatada pela Reuters e reproduzida pelo Guardian, não foi verificada de forma independente e os EUA não se pronunciaram até o momento.
Detalhes da declaração e limites da verificação
A fonte, identificada como um responsável iraniano, afirmou que a reabertura poderia ocorrer em sete dias, mas não explicou, segundo a reportagem, os procedimentos práticos para viabilizar essa reabertura.
A própria Reuters, assim como o texto do Guardian, ressaltou a ausência de detalhes operacionais e informou que não conseguiu confirmar de maneira independente a declaração. Os Estados Unidos não comentaram a reportagem.
Essas ressalvas permanecem centrais para interpretar a notícia: trata‑se de uma afirmação oficial iraniana reportada por agências, sujeita a confirmação externa antes que suas implicações concretas possam ser avaliadas.
Queda do tráfego no estreito, comportamentos de navios e reação do mercado
Dados de navegação citados pela reportagem indicam que o tráfego visível pelo estreito de Ormuz caiu para 17 embarcações no fim de semana, ante 37 uma semana antes. Antes do confronto, estimava‑se em cerca de 120 o número médio de navios que cruzavam a rota por dia.
O relato também registra que alguns petroleiros seguem operando com os transmissores desligados para evitar detecção, o que reduz a visibilidade do tráfego real nas bases de dados públicas.
Apesar da redução nas travessias visíveis, a reportagem nota que os preços do petróleo caíram pelo quarto pregão consecutivo, citando expectativas de que a diplomacia pudesse ser retomada.
Autoridade da delegação iraniana na ONU e condições previamente levantadas por Teerã
A cobertura informa que a delegação iraniana à Assembleia Geral da ONU teria autoridade plena para retomar negociações com representantes dos EUA. O presidente dos EUA, Donald Trump, declarou estar aberto a se reunir com o presidente iraniano Masoud Pezeshkian, que viaja a Nova York para a reunião.
O texto também registra condições anteriormente mencionadas pelo Irã para a reabertura do estreito, entre as quais referências à guerra em "todas as frentes" — em alusão ao ataque de Israel ao Líbano — e a exigência de liberação de fundos congelados.
Reitera‑se: a possibilidade de reabrir o estreito foi relatada por um funcionário iraniano à Reuters, mas não foi verificada de forma independente e não há resposta oficial dos EUA até o momento.
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