Forças alinhadas ao governo internacionalmente reconhecido do Iêmen retomaram o porto estratégico de Mocha e outras localidades na região do estreito de Bab el‑Mandeb, segundo reportagens da Al Jazeera e do jornal The Guardian. A ofensiva teve apoio aéreo de uma coalizão liderada pela Arábia Saudita, que declarou proteger a passagem marítima.
Localidades recuperadas: Mocha, Dhubab, Bab e Hadeid
A Al Jazeera informou que Mocha foi reconquistada das mãos dos Houthis. Em paralelo, o Guardian reportou que forças apoiadas por Riad retomaram as cidades de Dhubab, Bab e Hadeid, situadas ao redor do Bab el‑Mandeb.
O Guardian descreveu o Bab el‑Mandeb como um ponto de estrangulamento para o comércio internacional. Testemunhas citadas pelo jornal relataram ver tanques e tropas entrando nas localidades retomadas.
As reportagens indicam que a ofensiva foi lançada com o objetivo declarado de recuperar território controlado pelos Houthis, mas não apresentam confirmações independentes e descrevem a situação como fluida, com operações em múltiplas frentes.
Mortes e deslocamentos de frente em Taiz
Fontes citadas pelo Guardian apontaram que os combates em e ao redor da província de Taiz mataram mais de 70 pessoas em um único dia. As contagens variaram: fontes governamentais relataram 34 soldados mortos, enquanto fontes dos Houthis disseram que 39 combatentes foram mortos.
O Guardian também informou que os Houthis avançaram noutros setores, tendo tomado a cidade de Turbah e cortado uma rota de abastecimento que liga Taiz à capital interina do governo, Aden, segundo quatro fontes de segurança e militares citadas.
As mesmas reportagens descrevem combates intensos nos arredores de Taiz e observam que a cidade permanece sob controle das forças do governo, embora cercada em vários pontos — um quadro que contribui para a volatilidade das informações sobre ganhos e perdas territoriais.
Cobertura aérea da coalizão e movimentos de aliados regionais
O porta‑voz da coalizão saudita, major‑general Turki al‑Malki, disse ao Guardian que cerca de 100 caças estavam oferecendo cobertura aérea às forças governamentais, que a coalizão havia estabelecido "proteção aérea" do Bab el‑Mandeb e que centenas de alvos dos Houthis teriam sido destruídos.
Separadamente, a Al Jazeera noticiou um acordo entre Turquia e Paquistão para desdobrar forças rapidamente, com o objetivo declarado de reforçar a segurança da Arábia Saudita dentro do chamado pacto de defesa de Meca.
O Guardian relatou também ataques atribuídos pelos Houthis a instalações da Aramco em Riade e Khurais, que teriam provocado grandes incêndios, mas qualificou que não havia confirmação independente imediata sobre os danos. A emissora Al‑Masirah, ligada aos Houthis, informou que ataques aéreos sauditas atingiram as províncias de al‑Jawf e Saada e causaram feridos.
As reportagens consultadas apresentam relatos conflitantes em vários pontos e ressaltam que as operações continuam em múltiplas frentes. Dada a volatilidade do cenário, as informações precisam ser acompanhadas e verificadas por agências internacionais para confirmações adicionais.
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